Ratinho Jr é delatado na “Operação Pecúlio” em Foz do Iguaçu

Deputado Luiz Claudio Romanelli é uma das testemunhas de defesa do ex-prefeito Reni Pereira

O secretário de Desenvolvimento do Paraná, Ratinho Junior, negou que tenha participado de qualquer negociação para receber propina na licitação da compra de câmeras de segurança em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante audiência da Operação Pecúlio, que investiga negociações para fraudes no direcionamento de licitações.

Ratinho Júnior foi ouvido por vídeo-conferência nesta quarta-feira (23).

Ratinho Júnior, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, líder do governo na assembleia, e uma terceira pessoa foram ouvidos como testemunhas indicadas pela defesa do ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira.

Delação

Em delação premiada, na operação, o então secretário de tecnologia da informação, Melquizedeque Corrêa de Souza, afirmou que Ratinho Júnior viabilizou recursos de aproximadamente R$ 4 milhões para a implantação de 120 câmeras de monitoramento.

Por determinação de Reni, a empresa Viga Nestore, de Curitiba, deveria vencer a licitação para dar retorno financeiro de 10% sobre o valor do projeto, o equivalente a R$400 mil, para Ratinho Júnior.

Ainda na delação, Melquizedeque afirma que, na primeira licitação, outra empresa venceu o pregão eletrônico, mas o pregão foi cancelado de forma fraudulenta. Em uma nova licitação, segundo o delator, houve ajustes no edital para que só a empresa Viga conseguisse atender as exigências.

Depoimentos

Ratinho Júnior, disse que a acusação é falsa e que não conhece o dono da empresa envolvida. Ele também afirmou que não participou da licitação para instalação das câmeras de monitoramento, que era coordenada pelo Ministério da Justiça e pela Prefeitura de Foz.

Luiz Claudio Romanelli confirmou, no depoimento, que foi procurado pelo ex-prefeito para tratar de assuntos relacionados a área da saúde. Disse ainda que Reni tinha interesse em transferir a responsabilidade do Hospital Municipal para o governo do estado.

De acordo com defesa do ex-prefeito, ainda restam, pelos menos, quatro testemunhas a serem ouvidas, entre elas, a deputada Claudia Pereira, mulher de Reni Pereira.

A defesa também informou que recorreu para que os réus nas operações Pecúlio e Nipoti sejam ouvidos novamente, mas respondendo a perguntas dos advogados de Reni. O pedido já havia sido feito no começo da ação, ao juiz Pedro Aguirre Filho, mas foi negeado.

Vitor Augusto Sprada Rossetim, Advogado de Reni Pereira, disse que “em um primeiro momento houve um indeferimento, e agora, após uma análise mais aprofundada, o tribunal concedeu a ordem e a gente vai poder ouvir os corréus na operação, no âmbito da nossa ação penal”.

A defesa de Melquizedeque Souza informou que o cliente confirma os fatos citados no acordo de colaboração premiada, firmado no âmbito das operações Peculio e Nipoti, cabendo ao juízo da Terceira Vara Federal avaliar a idoneidade dos depoimentos colhidos na instrução probatória quando da análise do mérito das ações penais.

A empresa Viga Netstore teve o contrato de videomonitoramento cancelado neste ano pela prefeitura, depois de uma auditoria.

O advogado da empresa, Luciano Borges dos Santos, disse que considera a delação de Melquizedeque irresponsável e sem qualquer outra prova da participação da empresa em irregularidades.

Informações do G1

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