Uma Camponesa – Parte I

Oi gente, um forte abraço. O nosso ultimo texto foi “O Retrato da Vida”. Veja a nossa nova mensagem.

 

Luís Antonio, um cidadão que brindava em meio a sociedade em status bem elevado, era um orador famoso na região, suas palestras arrancavam aplausos da multidão. Este rico empresário no ramo de cosméticos focava suas palestras em estética e beleza feminina, e atraía desta forma enorme público.

Sexta-feira, dezesseis horas, fim de semana, é hora de afrouxar a gravata. Luís Antonio e seu filho Eduardo Augusto entram no carro e seguem rumo à mansão em que residem junto à Madalena, esposa do empresário.

Depois de alguns Km’s percorridos, um carro encosta na traseira da Mercedez do empresário e da um sinal de luz e algumas businadas.

– Filho, aguarde uns minutos, é o Sr. Felipe, um empresário amigo meu.

Luís Antonio coloca o carro no acostamento e desce do veículo, ali, à beira da estrada conversam sem nenhuma pressa de ir embora. Eduardo percebendo que não demoraria breves minutos resolve descer do carro para tomar um ar, anda uns passos, observa os arredores, e avista pouco abaixo dali uma arvore frondosa, cuja sombra por si só já era muito convidativa, e sobre a sombra desta arvore avista uma moça, cujo semblante aparentava demasiadamente cansado.

Eduardo se aproxima bem lentamente e resolve puxar conversa:

– Oi moça, que coisa rara de se ver, uma jovem tão bonita embaixo de uma arvore à beira da pista, está esperando por alguém?

– Estou esperando pelo ônibus rural que vai pra Estrada Cancioneira. Há dez quilômetros de onde eu moro, na mesma estrada tem uma Vila Rural, esse ônibus trás as pessoas de lá pra trabalhar aqui na cidade pela manhã, e leva de volta agora de tarde.

– Fica longe daqui?

– Não muito.

– Entendo… Ah! Que mau hábito meu, estou aqui te fazendo perguntas e nem me apresentei ainda, meu nome é Eduardo Augusto… poderia me dizer seu nome?

– Alice.

– Seu nome é tão bonito quanto você, é um prazer te conhecer Alice!

Os dois se cumprimentam, a moça um pouco tímida com os galanteios do jovem rapaz, e a uns 30 metros dali, os dois empresários continuam conversando como se não houvesse amanhã.

Eduardo então continua seus cortejos à moça:

– Estou realmente encantado, pelas várias cidades as quais passei jamais me deparei com tão pura beleza, jamais imaginaria às margens do asfalto encontrar tão bela flor.

Alice mantém um leve sorriso na boca.

– Fico agradecida… peço porém, que pare com vossos galanteios, pois nada mais me parece querer, além de gracejar de mim.

– Oras, mas claro que não, tudo que sai de mim é sincero como o choro de um recém-nascido, porque diz tais coisas?

Neste momento a menina olha em direção ao veículo no acostamento.

– Aquele carro é de seu pai não é?

– É sim, mas o que há de errado nisso?

– É uma Mercedez! Suas vestes e sua aparência, seu linguajar também não me engana, você diz coisas bonitas com tanta facilidade, logo ve-se que tem muita cultura. O que alguém como você iria querer com uma camponesa como eu? Você provavelmente é muito rico.

– Em partes você está certa, minha família realmente é rica, meu pai é um dos maiores empresários de toda esta região, mas isso não diz respeito ao meu caráter e meu jeito de ser. Eu não tenho todo esse apego que meu pai tem pelo acúmulo de fortuna. Das grandezas da vida o que me cativa são as coisas mais simples, como o canto dos pássaros acima das árvores e o correr das águas de um rio que são suaves e serenas, mas mostram sua enorme força quando suas correntezas se encontram com os rochedos. A natureza e a simplicidade me emocionam, e devo lhe firmar que eu jamais diria tais palavras em vão.

– É realmente bonito ouvir você falar, é como um poeta que coloca toda sua emoção em cada palavra.

– Quem me dera ser um poeta, para que de minha boca, com facilidade saíssem as palavras que emocionam as pessoas. Eu porém não tenho tal dom, toda poesia que me vem à boca neste momento é fruto de uma inspiração….

Alice mostra-se um pouco tímida com as palavras de Eduardo.

Neste momento o pai do rapaz buzina e sem tempo para se despedir Eduardo corre em direção ao carro, com medo de que seu velho se zangue. De longe, embaixo do grande arvoredo Alice podia ver a silhueta de Eduardo acenando através do vidro fumê, que seu pai mantinha fechado por causa do ar condicionado.

– Quem era a moça com quem você conversava?

O rapaz disfarça com perfeição.

– É uma amiga, ela estuda na mesma faculdade que eu.

– Eu vi você conversando com ela e ai eu pensei no dia do seu casamento. Meu filho, quando você se casar eu vou fazer a maior festa da região, parece que eu estou vendo a Igreja repleta de pessoas granfinas e o recinto todo colorido com lindas flores e lá do altar até a porta um tapete vermelho estendido pra você caminhar por cima dele com uma linda noiva, e é claro né, uma moça granfina, filha de doutor ou de empresário bem rico, parece que eu já estou até ouvindo a marcha nupcial da noiva que está indo a seu encontro.

Eduardo não sentia nenhuma emoção ao ouvir o pai proferir tais palavras, pensava apenas na camponesa que acabara de conhecer embaixo daquela arvore à beira da estrada.

No outro dia bem cedo, em sua casa, Eduardo chama sua mãe em seu quarto e diz à ela:

– Mãe, me diz uma coisa, a senhora acredita em amor à primeira vista?

– Meu filho, porque você me faz essa pergunta?

– Mãe, eu conheço tantas moças bonitas e elegantes lá na faculdade, mas nunca me senti atraído por nenhuma delas, mas hoje minha mãe o meu coração se derreteu como cera sobre o sol escaldante, que emoção! Minhas pernas bambearam e eu quase não consegui segurar meu corpo.

– E quem é essa moça que balançou o seu coração?

– Mãe, é uma camponesa.

Dona Madalena fica estática.

– Eduardo Augusto eu não acredito que você foi se engraçar logo com uma camponesa, se o seu pai souber eu não sei o que pode acontecer, ele sonha em ver você se casar com uma moça granfina da alta sociedade, mas não com uma camponesa, o seu pai meu filho é um homem orgulhoso, arrogante, tem mania de grandezas, discrimina as pessoas, não se da bem com pobreza, ele gosta mesmo é de gente rica, gente granfina, ele meu filho jamais aceitará o seu casamento com uma camponesa.

O rapaz nem ouve o que sua mãe fala, está ansioso, esperar passar o sábado e o domingo, e na segunda-feira a tarde pega o carro e segue em direção aquela mesma árvore, e lá está Alice novamente.

– Oi Alice, tudo bem?

– Oi! Tudo bem Eduardo, eu não esperava te ver novamente.

– E eu não esperava ter que passar mais um dia sem te ver.

A moça fica toda tímida com a resposta de Eduardo.

– Olha, eu estou com o carro aqui, são apenas alguns minutos até sua casa, que tal eu te levar pra gente se conhecer melhor nesse meio tempo?

A moça dá um sorriso, o rapaz também sorri. E ela responde:

– Não Eduardo, meu pai acharia estranho e ficaria bravo comigo ao me ver chegar de carro com um rapaz desconhecido.

O rapaz fica meio sem jeito.

– Ah, você tem razão, que idéia a minha…

As palavras desaparecem por alguns segundos, mas um pouco depois Alice sugere:

– Bom, e que tal assim, perto de minha casa tem um rio, você poderia ir lá no domingo e assim podemos pescar um tempo juntos. Você gosta de pescar? Ou melhor, você sabe pescar? – diz a moça sorrindo.

– É claro que eu sei pescar, e aposto que pego mais peixes que você!

Os dois sorriem e que sorriso bonito se estampa em suas faces.

– Então eu vou te esperar no domingo Eduardo, mas com uma condição, se você não pescar mais peixes do que eu você vai ter que deixar o carro e voltar embora a pé certo?!

Novamente um belo sorriso, e o moço conclui:

– Combinado!

Os dois se despedem.

– Até domingo!

O ônibus encosta e a moça vai embora.

Eduardo chega eufórico em sua casa.

– Minha mãe me abraça, me beija, me pega no colo e me diz que eu cresci mais que ainda sou o seu bebê e que você me ama.

– Meu filho que alegria é essa, de onde vem tanta felicidade?

– Eu me encontrei de novo com ela e vou domingo cedo na casa dela conhecer sua família e depois nós vamos pescar.

– No domingo seu pai não vai estar em casa, vai dar uma palestra em uma cidade há uns 200km daqui. Eduardo, eu vou com você, pois quero conhecer essa moça.

Enquanto isso lá na casa de Alice.

– Mãe, sente aqui do meu lado eu preciso lhe contar uma coisa. A senhora acha que é possível um moço rico gostar de uma moça pobre?

– Porque a pergunta, não me diga que você está pensando em se casar com um moço rico. – as duas sorriem.

– Não, não é isso mãe, na sexta-feira como de rotina La estava eu debaixo da arvore quando parou dois carros no acostamento e dois homens granfinos, um de terno cinza e outro de terno preto ficaram conversando, e em seguida um moço desceu do carro e veio ao meu encontro, conversamos por alguns minutos.. ah mãe, que moço bonito, ele me falou tanta coisa bonita, ele parecia um poeta, suas palavras eram ditas com emoção. – a moça dá um suspiro fundo e deita a cabeça no colo da mãe e continua o assunto.

– Eu tenho dezoito anos e nunca tive um namorado, nunca me atraí por ninguém, mas hoje eu me emocionei ao conversar com um moço, confesso minha mãe, que me encantei por um homem.

– E esse moço é rico minha filha?

– Sim, ele é o filho do maior empresário aqui da região.

– Mas conforme a sua pergunta, se um moço rico pode gostar de uma moça pobre a minha resposta pra você é que sim, minha filha, assim como tem gente pobre que gosta de ostentar granfinagem, compram carro financiado, sem ter condições de pagar a prestação, que gostam de viver de aparências, tem também pessoas ricas que não gostam de ostentar, não se exibem para mostrar que são ricas, tem gente rica minha filha que gosta das coisas simples e é possível sim um moço rico gostar e até se casar com uma moça pobre.

– Minha mãe, domingo ele vai vir aqui em casa.

E no domingo bem cedo lá está Eduardo e Madalena, todos se apresentam e se conhecem, entram na sala para conversar e conforme o combinado Alice e Eduardo descem no rio para uma pescaria.

– Eduardo, arrume a sua vara que eu vou arrumar a minha.

Depois de alguns minutos.

– Não é assim que ajeita a vara pra pescar, você fez tudo errado, essa linha é muito grossa, linha grossa só se usa em molinete pra se pescar peixe grande, e não em vara pra pescar piau, piapara ou lambari, pra esses peixes tem que ser fina, e essa bóia, essa chumbada e esse anzol que você colocou, ta tudo errado, vamos trocar tudo.

A moça ajeitou tudo.

– Agora sim, agora você vai conseguir pegar peixe Eduardo. Você sabe pescar?

– É claro que eu sei.

– Você mentiu pra mim, geralmente quem não sabe entalhar uma vara é porque não sabe pescar.

Ela olha pro moço e os dois sorriem. Alice senta a dez metros pra cima de Eduardo, e assim os dois iniciam a pescaria.

Meia hora depois.

– Peguei mais um Eduardo, e você não pega por quê?

– Você é muito esperta, é ai nesse poço que está o peixe.

– Deixa eu ver o jeito que você está pescando.

Alice senta ao lado do moço e fica observando a sua pescaria.

– Eduardo, não é assim que se pesca, eu vou te ensinar. A água está correndo rápido, você tem que soltar a bóia bem devagar, segura a vara, não deixe correr porque se a bóia descer muito rápido o peixe não consegue pegar a isca, desce a bóia bem lentamente e quando a bóia tremer você da um soquinho de leve, não puxe com força se não você tira a isca da boca do peixe e não consegue fisgar entendeu? É assim que se pega peixe, e tem mais uma coisa, você tem que achar o fundo do rio.

– E como é que se acha o fundo do rio Alice?

– É muito fácil, você joga a bóia na água mais parada e vai subindo a bóia na linha, isso vai aumentando a fundura do anzol e quando a bóia deitar é porque você pegou o fundo do rio, ai você levanta a bóia um palmo e faz um teste, se ela correr de pé é ali que você vai pegar o peixe, porque o peixe fica no fundo do rio comendo o trato que a gente joga na água, a isca tem que passar perto dele, entendeu agora como é que se pega peixe, e agora você se lembra do nosso trato, você vai ter que andar vários quilômetros a pé até sua casa!

Os dois sorriem, que sorriso de felicidade se estampa na face dos dois.

Duas horas depois.

– Alice, eu estou com sede.

– Ali em cima tem uma mina, vamos lá beber água.

– Os dois sobem rio acima de mãos dadas e num instante chegam na mina.

– Nossa, que lugar bonito.

Eles tomam água.

– Vamos sentar um pouquinho ali naquela sombra.

E debaixo daquela imensa árvore na beira do rio ao lado da mina que momento feliz que hora inesquecível passou aquele casal. Ele sentou-se e encostou o corpo no tronco da árvore e ela sentou-se ao seu lado e ele bem de leve alisava os seus lindos cabelos negros e longos que desciam quase até sua cintura.

– Alice, que cabelo mais lindo você tem, como você é bonita, meiga e amável.

– Bondade sua, eu não sou bonita.

Os dois se viram de frente, e ela diz:

– Você é que é um moço bonito, gentil e amável Eduardo.

A emoção foi muito forte, um olhar penetrante de lá e outro olhar penetrante de cá. Os dois corações estão batendo forte com um açoite, os passarinhos cantam por cima das arvores e os raios solares penetram por entre as folhas daquela robusta árvore, parecia estar iluminando aquele amor tão puro e inocente que nasceu por acaso embaixo de uma arvore, e agora ali em meio a natureza os dois se beijam com ternuras, foi o primeiro beijo dos muitos que viriam para selar um grande amor nas margens daquele rio. – explode coração.

Uma hora depois.

– Eduardo, o sol já está alto, vamos pra casa, o almoço já deve estar pronto.

Ao chegarem em casa, Seu Manoel pergunta:

– E daí, vocês pegam muito peixe?

A moça se desmancha de rir, olha para o rapaz e diz:

– Sim, pegamos bastante peixe.

Dona Madalena diz:

– O meu filho nunca pescou.

A Dona Vitória olha pra filha e conclui:

– Ah, agora eu entendi o sorriso de Alice.

Madalena está toda feliz ali na casa dos camponeses e diz para o filho.

– Nós vamos embora a noitinha meu filho.

Duas horas da tarde.

– Eduardo, agora nós vamos andar a cavalo.

Os dois montam.

– Segure na minha cintura. – diz Alice.

A moça solta as rédeas e o cavalo sai a galopear.

Duas horas de passeio e depois os dois sentam na sombra e a moça pergunta:

– E daí Eduardo, você gostar de passar o dia comigo?

– Eu adorei ficar todo esse tempo com você Alice, estou encantando, você foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida, eu sinto que não conseguiria viver nem mais um dia sem você. Alice, eu te amo.

– Você também foi a coisa mais maravilhosa que me aconteceu, eu também não consigo mais viver sem você, eu também te amo Eduardo.

Os dois se olham, ela está com a cabeça deitada em seu colo e os dois fazem uma chuva de beijos. – explode coração.

Que amor lindo nascia naquele casal, uma plebéia que morava no sertão, uma camponesa e um moço rico que morava na cidade. O sol já está se declinando e os dois chegam em casa.

– É meu filho, chegou a hora de irmos embora.

– Eduardo então pede a moça em namoro e sob algumas recomendações fica tudo acertado, e todos se despedem.

O carro sai do carreador e entra na estrada do Cancioneiro, atravessa o rio e em poucos minutos já entra na cidade. Esse trajeto foi feito por três anos no mais absoluto sigilo por mãe e filho, enquanto o empresário fazia suas palestras por todo país, aumentando a sua riqueza, Eduardo e Madalena passavam dias felizes ali na chácara Boa Esperança, junto com Alice e sua família.

Mas como não existe crime perfeito, Luís Antonio começa a perceber que o filho está escondendo alguma coisa e o namoro escondido começa a vir à tona, o empresário começa a perceber que o carro andou uma estrada de terra, chama um de seus empregados e lhe designa uma missão, para vigiar o filho quando ele viajar para fazer suas palestras, o caso então é descoberto, e o empresário furioso obriga Madalena a lhe dar explicação, e a mulher debaixo de lágrimas é obrigada a contar toda a história, o Sr. Luís Antonio então da o ultimato, o filho está terminantemente proibido de ir à chácara Boa Esperança.

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31 Comentários para “Uma Camponesa – Parte I”

  1. Takeshi

    Que saudades meu grande amigo e escritor Jair. Voltou arrebentando a boca do balão hein. Que texto é esse? Estou amando, não vejo a hora de você postar a segunda parte. Como sempre tocando forte e profundo os nossos corações. Isso é um dom que Deus lhe deu e que deves aproveitar muito. Um grande abraço!!!

  2. Jorge da Capadócia

    Pensei que não fosse escrever mais Jair. Sinto falta dos seus textos, sinto falta também das suas mensagens sobre a vida e sobre o amor. Esse texto de hoje é simplesmente demais. Aguardo a segunda parte com muita expectativa. Um forte abraço e um beijo na sua alma.

  3. Marcelo Ferreira

    Fantástico, que volta triunfal, pensei que não fosse mais ler os seus textos. Um dia ainda hei de conhecê-lo para cumprimentá-lo pessoalmente. Um grande abraço, e que venha a segunda parte.

  4. Quenia

    Sem palavras. Sou sua fã. Aguardando a segunda parte em breve.

  5. Willians

    Parabéns. Bravo!!!!

  6. Roberto Freire

    Nunca comentei mas sempre li. Esse é simplesmente fantástico, não vejo a hora de ver o término.

  7. Terence

    Que bacana Jair. Saudades meu irmão. Lindo texto.

  8. yuri

    Totalmente demais.

  9. Ilma

    Grande obra literária. Merece um livro.

  10. Osmar F.

    Parabéns pelo raro romantismo. Não vejo a hora de ver o término.

  11. Paul Richard

    Amei. Bravo. Vou aguardar o final para imprimir e mostrar para meus amigos.

  12. Arnaldo Ramos

    Parabéns Jair. Lenda viva de Uraí.

  13. Selma

    Adorei. Bravíssimo. Quero ver o fim.

  14. Selma

    Bela obra até o momento. lindo demais.

  15. Dimas Santos

    Que lindo. Quero ver os próximos capítulos.

  16. Francisco Carlos

    Nunca antes na história desse site li algo tão fabuloso. Virei fã e aguardo o resto do conto.

  17. Giseli Araujo

    Adorei até o momento. Muito bom mesmo. Parabéns

  18. Hélio

    Muito bom hein. Show de bola. Parabéns ao autor.

  19. Kelly Minogue

    Depois de um longo e tenebroso inverno, voltou com força total. Grande Jair. Parabéns

  20. Yuata

    Francamente fiquei de boca aberta com tamanho romantismo e detalhamento da história, aguardando o término.

  21. Lenna

    Amei. Bacana mesmo

  22. Zeila

    Aguardando a segunda parte. Adorando até o momento.

  23. Jorge da Capadócia

    Que saudades dessas suas fantásticas obras meu amigo Jair. Parabéns novamente.

  24. Vaninha

    Um grande beijo aqui de Balneário Camboriú. Amando suas obras Jair.

  25. Berenice de Castro

    Muito bom mesmo. Surpreendida.

  26. Lelo

    Caraca que legal, um escritor com esse talento em uraí.

  27. Xande

    Segunda parte por favor.

  28. Benedito K.

    Brilhante romance.

  29. Nair Leite

    Bravo. Até o momento nota 10.

  30. Meire albuquerque

    Muito lindo romance. adorando muito

  31. Marcelo Ferreira

    Até que enfim amigo. Mais uma vez brilhante.

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