Sinos do Amor (Parte 1)

sino-da-igreja-de-vitrolles-francaOi gente, um forte abraço.

O nosso ultimo texto foi “Bodas de Ouro”. Veja a nossa nova mensagem:

Pablo e Juarez com o sobrenome de Rodrigues Gonsales. Dois irmãos gêmeos que eram donos de uma fazenda com oitocentos alqueires de terra e muitas outras propriedades no fundo do sertão mexicano. Dois fazendeiros sagazes, tiranos e cruéis que se enriqueceram em cima de uma mão de obra escrava.

Pablo morava na cidade, tinha um único filho por nome de Ruanito, onde estava o pai também estava o filho, nos eventos sociais, nas reuniões da alta granfinagem, nas festas comemorativas, o Sr. Pablo Rodrigues Gonsales tinha um status bem elevado em meio a alta sociedade e com uma imensa satisfação dizia para todos: “Esse é o meu único herdeiro” – se referindo ao filho Ruanito Rodrigues Gonsales.

A cento e vinte km dali na fazenda cafezal morava Juarez Rodrigues Gonsales, duas almas gêmeas que tinham em seus corações o mesmo sentimento, eram duas personalidades que jamais permitiram que o sino do amor batesse em seus corações.

Na fazenda havia uma imensa colonha com noventa e oito casas que eram todas ocupadas pelos empregados da fazenda, duzentos e noventa e seis trabalhadores moravam ali naquelas casas em uma extrema pobreza, todos ali na colonha viviam em um desconforto lamentável. Dezenas de famílias vivendo uma mão de obra escrava, disfarçada de emprego, que eram imposto pelos irmãos gêmeos.

A quatro km dali separado por uma mata virgem estava a sede da fazenda, quatro mil metros quadrados cercado por um alto alambrado, uma verdadeira fortaleza, ali estava a casa de Juarez Rodrigues Gonsales. O coronel do sertão.

 

Domingo

         14 de Março, 11h40m

         O fazendeiro está na varanda e avista ao longe um carro vindo em direção da sua casa, calça as botas, coloca o seu chapéu panamá e vai até o portão com dois empregados, o carro para em frente ao portão que está trancado, descem três pessoas do carro, seu irmão, sua cunhada por nome Estelita e o filho andam pelo belo jardim e se encantam com a beleza das flores. Enquanto isso na varanda os irmãos conversam.

“Ruanito se formou em agronomia há um mês e eu vou deixá-lo na fazenda por uns seis meses, ele está ansioso por umas férias prolongadas”.

“Nada melhor que a fazenda pra ele que é agrônomo recém formado, você está fazendo certo meu irmão, aqui ele será bem cuidado, ele vai adorar essas férias, tenho certeza”.

E nisso chega Estelita e o filho, e todos vão para o almoço.

 

15 de Março, 15h40m

         É hora da volta, todos se despedem e Ruanito fica com o tio para as tão sonhadas férias.

         Será que Ruanito voltaria? Muita coisa iria acontecer nesse tempo com o jovem ali na fazenda. Veremos mais adiante.

 

Tia e sobrinho sentam na varanda e Juarez lhe dirige essas palavras.

“Amanhã é o grande dia, vai se iniciar a colheita do café e você nunca esteve aqui em tempos de colheita, eu quero que você veja como é bonito de ver quase trezentas pessoas trabalhando em um cafezal. É dali Ruanito que veio a nossa fortuna”.

“É tio, essa é a segunda vez que venho na fazenda, na verdade eu só conheço a sede e nada mais, eu quero conhecer tudo por aqui, tempo eu terei de sobra e confesso que estou ansioso para ver como é feito a colheita do café”.

Um novo dia amanhece naquele sertão, são seis da manhã, Juarez está fazendo o café e o sobrinho aparece.

“Oi tio, bom dia”.

“Bom dia menino, que surpresa você também levanta cedo”.

“Só na fazenda”. – E da um sorriso.

“Eu sempre me levanto cedo para fazer o café depois que fiquei viúvo”.

“Ruanito hoje é o grande dia vamos iniciar a colheita do café”.

“Depois quero ir lá, estou curioso para ver o povo colhendo café”.

“Daqui a pouco você sobe lá, é só seguir essa estrada que fica atrás do pomar e você vê o primeiro talhão do cafezal”.

São quatorze horas, lá está o jovem andando pelo cafezal, Ruanito olha com muita atenção cada movimento dos colhedores, são quase trezentas pessoas a serviço do pai e do tio, uns estão derrubando o café pelo chão, outros abanando o café com uma enorme peneira, outros ensacam o café, e outros usam o rastelo e amontoam o café, assim por diante.

Ruanito sobe até o final do cafezal e ao pé de um morro ele vê algo que lhe deixa impressionado. Um pé de ipê amarelo todo florido e em baixo dele um homem tomando café e ao lado uma moça com duas moringas, Ruanito se aproxima e cumprimenta o homem, e diz que é o sobrinho de Juarez e filho de Pablo, que é um agrônomo recém formado e que vai ficar na fazenda por um bom tempo. E faz para o homem uma pergunta.

“O senhor é colhedor de café?”

“Sim, colho café, capino, o que precisar”.

“E essa moça é sua filha?”

“É a minha filha caçula, tenho três filhas”.

“Ela também colhe café?”

“Não, ela é bombeira”.

“Bombeira?!” – olhou pra moça e sorriu, a moça também sorriu e disse para o pai:

“Meu pai, explica melhor pra ele, ele não sabe as coisas da roça”.

O homem da um sorriso e conclui:

“Bombeiro são as pessoas que puxam água com uma moringa para o povo beber”.

“Ah sim, agora eu entendi, bombeiro na cidade são as pessoas que apagam fogo”. – Olha pra moça e os dois dão um belo sorriso.

E nesse momento chega o fazendeiro.

“E ai, já aprendeu a colher café Ruanito?”

“Nossa tio, eu estou encantando, nem imaginaria que era assim, tão divertido no meio desse povo”.

Os dois desceram para casa e bem perto do casarão o moço faz uma pergunta.

“Tio, quem é aquela moça tão linda lá debaixo do pé de ipê?”

“Aquela moça meu jovem é a rainha do sertão, ela já encantou muitos corações aqui no sertão, mas parece que não quer compromisso, ou ainda não se encontrou com um príncipe encantado”.

“Só pode ser isso, ela é linda demais e me parece ser uma moça bem humilde, eu também fiquei encantando por ela”.

Que felicidade Ruanito estava sentindo.

 

         29 de Março

A colheita está a todo vapor, Ruanito já conheceu as paisagens mais bonitas da fazenda, já andou a cavalo, já caminhou pelos campos verdejantes, pelas campinas floridas, já nadou, já pescou no belo rio que passa no fundo da fazenda, já foi de manhã na mata, já foi de tardezinha para ver a revoada e o canto dos passarinhos, a orquestra da natureza, louvando ao criador. Como canta bonito o sabiá, o bem-te-vi, o urupuru, como pia bonito o nhambu lá no baixadão. A beleza do sertão deixou o jovem fascinado, mais até o momento o que mais encantou Ruanito foi a beleza da moça que ele conheceu lá debaixo do pé de ipê todo florido.

Já era quatro de abril e ele não esquecia, não tirava a Rebeca do pensamento, pela primeira vez em seus vinte e dois anos ele se encantou por uma moça, mais ele não tinha mais visto a bela moça, seu tio o manteve ocupado todos esses dias para arrumar a sacaria que iria ser usada na colheita do café. E lá na roça a Rebeca conversava com seu pai.

“Pai, cadê o Ruanito, ele não veio mais aqui, porque será?”

“Você conhece bem o Juarez não conhece? Deve estar usando ele pra trabalhar, coitado do rapaz, aonde ele veio tirar férias”.

         Rebeca também nos seus dezenove anos pela primeira vez se encantou por um moço. Será que haverá um novo encontro? Veremos mais adiante.

FIM 1 PARTE

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14 Comentários para “Sinos do Amor (Parte 1)”

  1. Terence Trent

    Ancioso pela próxima parte

  2. Takeshi

    Já pensou em fazer um filme meu amigo? Não vejo a hora de ler os próximos capítulos.

  3. Jorge da capadócia

    Adorei até o momento.

  4. Jota

    Muito bem escrito.

  5. Jorge Rolo

    Da hora

  6. Leda Nagli

    Estou gostando

  7. Aldo Novak

    Ke bacana, posta m ais

  8. Quenia

    Muito legal, quero ver o resto

  9. Wonder land

    que história bacana

  10. Renato

    Vamos lá, quero ver o resto, estou adorando.

  11. Renato Keith

    Muito dez. parabéns.

  12. Rosi Kobn

    Sempre romantico. quero ver o resto

  13. yuri

    Quero ver o final.

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